Turismo e informalidade: uma análise de manifestações individuais no litoral norte do Rio Grande do Sul

Alexandra Jochims Kruel, Luis Roque Klering

Resumo


Este artigo nasce a partir de reflexões sobre textos de Ignacy Sachs, um estudioso do desenvolvimento, que aborda aspectos contemporâneos importantes para a sociedade, em uma combinação dos temas crescimento econômico-preservação ambiental-equidade social. Dentre eles está a questão da eliminação da pobreza e da exclusão social, por meio do trabalho decente. O autor defende que a inclusão pelo trabalho conjuga objetivos econômicos e sociais, e que o exercício ao direito do trabalho promove autoestima, oportunidades para autorrealização e avanço na escala social. Por outro lado, denuncia a má repartição da carga de trabalho socialmente necessária e uma epidemia mundial de crescimento sem emprego, e argumenta que no Brasil, especialmente, a maior parte do trabalho está nos empreendimentos de pequeno porte, em muitos dos quais as pessoas atuam em condições de precariedade e informalidade. Nesse sentido, o autor aponta para uma realidade contundente no país e questiona: quem pode dizer como funciona no Brasil a assim chamada economia informal, quantos participam dela e de que maneira? A partir disso, nasce este artigo, como uma breve tentativa de demonstrar algumas das formas como a economia informal funciona no Brasil, em um contexto marcado pela sazonalidade: o turismo, em que enormes contingentes de pessoas se movem para diferentes lugares em busca de repouso, lazer e oportunidades de trabalho e renda, formalizados ou não. Neste artigo, percebe-se a informalidade como atividade econômica e como prática de sobrevivência. O estudo foi realizado nos moldes etnográficos, em uma cidade de médio porte do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, durante as temporadas de veraneio de 2009 e 2010. O artigo inicia com uma abordagem contextual que trata de turismo, essencialmente. Após, é apresentada uma seção sobre a informalidade como prática empreendedora de sobrevivência e busca de melhores condições de vida. A terceira seção diz respeito ao delineamento metodológico, seguida por ‘achados’ da pesquisa e, por fim, pelas reflexões finais.

Palavras-chave


turismo, informalidade, sobrevivência

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v16i2.1733

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