Emprego formal na agropecuária: uma análise espacial 1989-2009

Patricia Estanislau, Paula Tissiany Carneiro, Késia de Lucas Bondezan, José Luiz Parré

Resumo


O presente artigo tem por objetivo analisar a distribuição espacial do emprego formal na agropecuária brasileira, total e por gênero, por meio da Análise Exploratória de Dados Espaciais – AEDE. De posse da dispersão do emprego formal entre homens e mulheres, mostra-se se existe interferência do rendimento por gênero deste setor na localização deste emprego formal. O estudo refere-se às 558 microrregiões geográficas do país e foram utilizados os dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS para os anos de 1989, 1999 e 2009. Identificou-se que, nos três períodos analisados, é evidente a maior participação do Estado de São Paulo em número de contratações formais, tendência esta justificada pela composição de produção agropecuária paulista que possui produtos intensivos em mão de obra, como cana-de-açúcar, café e laranja. Além disso, quando desmembramos o emprego formal por gênero, vem-se observando a elevação no número de contratações de mulheres para trabalhar na agropecuária mantendo este estado como o maior demandante de mão de obra formal para sustentar a expansão das monoculturas. No entanto, esse crescimento acontece em percentual bem menor do que a contratação de mão de obra masculina, ou seja, a participação feminina ainda é tímida no universo do mercado de trabalho formal.

Palavras-chave


Emprego formal na agropecuária. Gênero. Efeitos espaciais.

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ARTIGO


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v20i2.3633

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