As bases institucionais das comunidades (picadas) teuto-brasileiras: os commons e o capital social

Eduardo Relly, Neli Galarce Machado, André Jasper

Resumo


A historiografia da imigração alemã ao Brasil pouco conhece sobre as estruturas que animavam a vida social dos teuto-brasileiros no período pré-imigratório. Por conseguinte, a americanização dos teuto-brasileiros é considerada unicamente dentro da perspectiva da sociedade receptora, gerando uma lacuna que precisa ser preenchida no sentido de se compreender a outra dimensão da imigração, a face europeia dessa moeda. Nesse sentido, percebe-se, em grande parte, que a origem social dos teuto-brasileiros está ligada à vivência de um contexto de aldeia, principalmente aqueles que vieram das regiões do Oeste e Sudoeste da Alemanha. Historicamente, essas aldeias eram organizações sociais que controlavam recursos naturais e econômicos com grande poder de autonomia político-econômica. Os denominados commons marcaram a história agrária alemã, e suas instituições de gestão participativa, mutualista, protecionista e comunal tiveram como efeito a geração de capital social, atributo que embasou o processo de germanização do Brasil meridional. Assim, as picadas teuto-brasileiras foram forjadas dentro de uma tradição institucional solidamente estabelecida e sob um substrato de capital social, facilitando o surgimento de comportamentos autônomos e cooperativos, que desembocaram nos aparelhos comunitários e embasaram o fenômeno do associativismo. O método utilizado foi o analítico descritivo, baseado em pesquisa em fontes primárias em arquivos brasileiros e alemães.

Palavras-chave


Imigração alemã. Picadas. Commons. Capital Social.

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ARTIGO


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v20i1.3957

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