Ruralidade e pobreza nos municípios gaúchos: um olhar através da Teoria das Capacitações

Daniela Dias Kühn, Paulo Dabdab Waquil

Resumo


O Rio Grande do Sul ainda está entre os estados brasileiros que apresentam bons indicadores em relação a estudos de qualidade de vida, desenvolvidos por diversos institutos. Entretanto, é possível verificar, ainda, a existência de situações de carência em relação ao atendimento de algumas necessidades que acabam, por fim, caracterizando situações de pobreza no estado gaúcho. Sendo um estado bastante associado à atividade agrícola, que se desenvolve em ambientes predominantemente rurais, está em evidência uma discussão em relação às características da pobreza rural. Baseado em uma concepção conhecida como Abordagem das Capacitações, desenvolvida por Amartya Sen, o objetivo deste trabalho é identificar aspectos sócio-estruturais capazes de configurar as situações de carência, buscando a caracterização da pobreza rural gaúcha. No trabalho, as situações que envolvem as carências estão associadas às possibilidades de acesso a oportunidades municipais (intitulamentos). Apresenta-se aqui uma sugestão analítica que procurou não estar limitada à situação de renda ou ao tipo de atividade produtiva. Nesse sentido, os municípios foram caracterizados em relação à ruralidade (associada a aspectos de paisagem e produtivos) e às situações de pobreza (associadas à renda municipal per capita e à variação da disponibilidade de acesso relacionada a serviços de educação e saúde).

Palavras-chave


Pobreza. Ruralidade. Intitulamentos. Abordagem das Capacitações.

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ARTIGO


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v20i3.4501

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