Famílias fumicultoras no sul do Brasil: situação econômica dos associados à Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra)

Silvio Cezar Arend

Resumo


este artigo é resultante de uma pesquisa envolvendo 1.200 agricultores familiares na Região Sul do Brasil a partir de uma demanda da Associação dos Fumicultores do Brasil para conhecer o perfil socioeconômico de seus associados. As informações aqui apresentadas dizem respeito aos aspectos econômicos das propriedades, ressaltando as questões de endividamento, atividades produtivas, autoconsumo e receitas auferidas. A agricultura familiar no Sul do Brasil está diretamente vinculada à produção de tabaco e a análise das demais atividades desenvolvidas pelos produtores é fundamental para a definição de alternativas de diversificação da produção agrícola que ora estão sendo gestadas na referida região. Verificou-se que pouco mais de 60% dos produtores entrevistados têm uma situação declarada como estável, mas apenas 29,3% não têm dívidas. Entre os demais, mais da metade têm dívidas de custeio e quase 75% têm dívidas referentes a investimentos na propriedade.
A participação do tabaco no rendimento total das propriedades é, em média, de 68,59%. Ressalte-se, porém, que a participação do tabaco sobre a receita efetivamente recebida (desconsiderando-se o autoconsumo e a produção de origem animal) é significativamente superior.

Palavras-chave


Tabaco. Agricultura familiar. Diversificação da produção agrícola.

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ARTIGO


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v19i2014.5157

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