Um retrato do lado pobre da Agricultura Familiar no Estado do Rio Grande do Sul

Joacir Rufino Aquino, Marcio Gazolla, Sergio Schneider

Resumo


O objetivo deste artigo é evidenciar a dimensão social e analisar as características socioeconômicas e produtivas dos agricultores familiares pobres, classificados segundo as regras do PRONAF Grupo B, no estado do Rio Grande do Sul (RS). Em termos teórico-metodológicos, recorreu-se a abordagem das capacitações de Amartya Sen e ao approach de Frank Ellis para reunir os elementos conceituais necessários ao entendimento das “múltiplas carências produtivas” deste grupo específico de agricultores. Os dados utilizados para fundamentar a análise são oriundos de tabulações especiais do Censo Agropecuário 2006, do IBGE. A pesquisa mostra que os estabelecimentos agropecuários de baixa renda enquadráveis no Grupo B do PRONAF estão presentes em todas as microrregiões do RS, chegando a englobar metade dos agricultores familiares em algumas áreas e aproximadamente 30% do segmento no estado. Os resultados da investigação também apontam para a grande vulnerabilidade social destes produtores gaúchos em várias dimensões dos seus meios de vida (dotações de capital natural, físico, humano, social e financeiro), demonstrando que há necessidade de melhorias quantitativas e qualitativas em sua plataforma de ativos (acesso a terra, água, financiamentos e tecnologias), bem como em suas capacitações básicas (educação formal e nível de organização social).

Palavras-chave


Agricultores familiares pobres. PRONAF B. Teoria das Capacitações. Rio Grande do Sul.

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ARTIGO


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v21i3.6568

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