A caracterização dos agricultores familiares que cultivam tabaco no Território Centro-Sul/RS

Décio Souza Cotrim, Mario Duarte Canever

Resumo


O cultivo de tabaco no Brasil está centrado na Região Sul e em sua ampla maioria assentado na categoria da Agricultura Familiar. Esse fato traz um conjunto de características típicas desse grupo social que ao mesmo tempo os diferencia e os aproxima. O presente artigo tem como objetivo apresentar e analisar algumas dessas características focando em agricultores do território Centro-Sul do Rio Grande do Sul - RS. O método utilizado foi a construção e análise de um banco de dados baseado em entrevistas primárias realizadas pela equipe de profissionais da extensão rural. Como resultado, foi possível constatar que esses agricultores, em sua maioria, possuem uma educação formal no nível fundamental, sendo que o ensino superior e técnico não se configura como uma realidade atual. Eles estão envolvidos com o cultivo do tabaco entre 20 a 30 anos, o que produz um alto grau de conhecimento sobre o tema e um grupo de estruturas dentro da propriedade. Eles plantam, em média, trinta mil pés de fumo por safra, mas muitos utilizam a estratégia de ampliação dessa área cultivada voltando a comercialização para o mercado de “atravessadores”. As famílias apresentaram de alta a altíssima dependência econômica do tabaco, porém 65% demonstraram interesse em sair da atividade.

Palavras-chave


Diversificação Tabaco. Extensão Rural. Território.

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ARTIGO


DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v21i3.7570

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