Metáforas metalinguísticas de Euclides da Cunha

Carlos Antônio Magalhães Guedelha

Resumo


Este artigo apresenta uma leitura das metáforas metalinguísticas do escritor Euclides da Cunha, ou seja, as metáforas que ele utilizou para se referir aos seus dois principais livros, Os Sertões (sobre a guerra de Canudos) e Um paraíso perdido (sobre a Amazônia). O conceito de metalinguagem estabelecido por Jakobson foi fundamental para a pesquisa, que teve como suporte teórico básico o postulado da metáfora conceptual, proposta por Lakoff e Johnson. As metáforas analisados neste artigo (VINGAR-SE É ESCREVER e UM LIVRO É UM FILHO) foram colhidas de ensaios do escritor e de cartas que ele escreveu a amigos e familiares, “escriturando” a sua escrita por meio da metalinguagem. A análise das metáforas assume, com base em Lakoff e Johnson, que a metáfora não é uma questão apenas de linguagem. Ela é também – e fundamentalmente – uma questão de pensamento e ação.

Palavras-chave


Metalinguagem. Metáfora. Euclides da Cunha. Escrita.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v41i70.5658

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