Consciência e inspiração como possibilidades poéticas em Mário Quintana

Tânia Winch Lisbôa

Resumo


Criação poética é trabalho racional ou inspiração divina? Encontrar a resposta para esse questionamento é a mola propulsora deste estudo. Buscando respondê-la, desenvolvemos um texto que aborda o fazer poético, considerando tanto a perspectiva do abandono à inspiração quanto da produção consciente e do trabalho rigoroso do poeta. Para dar sustentação às duas linhas de pensamento, privilegiamos como referencial teórico, textos de Platão, Edgar Allan Poe, Paul Valéry, Hugo Friedrich, Octavio Paz e Jorge Larrosa. Além do estudo teórico, o texto focaliza a produção literária de Mario Quintana, tomando como objeto de análise poemas do autor. Sem perder de vista as questões relacionadas à inspiração e à construção artística consciente, procuramos identificar como, nos textos analisados, se processa o fazer poético. Visando iluminar o ato de criação em Quintana, investigamos como inspiração e técnica se mesclam ao transformar a vida em matéria poética e nos permitem constatar que é possível aliar liberdade poética e consciência artística, tanto em termos estéticos quanto temáticos.

Palavras-chave


poeta artífice, poeta inspirado, criação poética, Mario Quintana

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v34i57.953

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