O debate Chomsky-Piaget revisitado: um estudo a favor da estrutura relativa como uma estratégia cognitiva na SLA

Gislaine Machado Jerônimo

Resumo


O presente trabalho lida com o conceito de relativização, o qual trata da aquisição de estruturas complexas - orações relativas restritivas por aprendizes brasileiros de Inglês como língua estrangeira (LE). A estrutura relativa foi escolhida porque é considerada uma das estruturas mais importantes usada nas línguas de todo mundo por ter o recurso de encaixamento, podendo variar consideravelmente em termos de sua distribuição e forma sintática. O principal objetivo é diagnosticar estratégias, empregadas pelos aprendizes já mencionados, para a resolução de determinadas tarefas, aqui chamadas de desafios. Tais desafios convidam ao uso de estruturas que alternam em sujeito-sujeito (SS), sujeito-objeto (SO), objeto-sujeito (OS) e objeto-objeto (OO). Estas estruturas são caracterizadas por uma diversidade sintática que ocorre de acordo com a posição dos personagens dos desafios (come- come). Como alternativa para relativização, os sujeitos das atividades (aprendizes de Inglês) utilizaram estratégias como apassivação de uma das orações, uso de orações adverbiais, emprego de orações coordenadas aditivas e de duas orações independentes. Anterior a coleta de dados foi aplicado um pré-teste com professores graduados de Língua Inglesa e com alunos do nível pós-avançado de um curso de Inglês, para validar o instrumento. Os sujeitos da pesquisa foram alunos de 3°ano do Ensino Médio entre 15 e 17 anos de idade. Aspectos como idade e experiência no exterior foram levados em consideração. Dentre as estratégias, a estrutura aditiva foi a mais utilizada, seguida da relativização. Os resultados mostraram que estes aprendizes fizeram uso do seu conhecimento cognitivo para desenvolver formas alternativas no que tange à resolução de cada desafio. O referencial teórico foi baseado, principalmente, em AXT (1994).

Palavras-chave


Estruturas relativas; aquisição de L2 (SLA); desafios; estratégias cognitivas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/signo.v35i0.1414

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