Ativismo alimentar e consumo político – Duas gerações de ativismo alimentar no Brasil

Fátima Portilho

Resumo


O artigo aborda o ativismo alimentar, propondo caracterizá-lo, no contexto brasileiro, em duas gerações. A primeira estaria relacionada à politização da alimentação e teria como característica principal as ações na esfera institucional e o predomínio de críticas éticas. A segunda se relacionaria à politização da comida e do comer, trazendo novos temas, atores e estratégias políticas, com tendência à convergência entre temas éticos e estéticos. Em seguida, o artigo discute a relação entre ativismo alimentar e consumo político, e aponta algumas limitações das pesquisas sobre o tema, além de apresentar dados de pesquisa que indicam uma especificidade da forma como o consumo político vem sendo incorporado pelos ativismos alimentares da América Latina. Embora presente em seus repertórios de ação, o consumo político não parece ser a principal estratégia dos ativismos alimentares da região. Estes movimentos concentram suas ações no fortalecimento do poder regulatório do Estado e na implementação de políticas públicas, além de esforçarem-se para não secundarizar o aspecto ético. Ao final, o artigo aponta uma linha de pesquisa mais promissora para abordar o consumo político alimentar.

Palavras-chave


Ativismo alimentar. Consumo político. Politização do consumo. América Latina.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17058/redes.v25i2.15088

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